O jogo entre Manchester City e Tottenham pela Premier League foi um dos mais eletrizantes desse final de semana no campeonato mais aclamado do mundo.
O time de Londres conseguiu arrancar um empate após estar perdendo por 2 a 0 para o time de Guardiola, que conseguiu sufocar os Spurs e quase viu o empate escapar após entrada de Gabriel Jesus que colocou fogo no jogo.
Mas a partida entre essas duas equipes não mostrou apenas o sufoco do City e a capacidade do Tottenham em buscar o resultado, mas também um dos conceitos que vem se formando cada vez mais no futebol moderno: o futebol líquido.
A ideia desse novo conceito foi trazida pelo jornalista Martí Perarnau que significa um futebol jogado com cada vez mais intensidade, valorizando a posse de bola, sendo os toques na bola cada vez mais veloz com passes verticais e, ao perder a posse, uma resposta rápida pressionando o adversário para recuperá-la logo em seguida.
E foi exatamente isso que o Manchester City de Guardiola fez durante todo o 1º tempo. Conseguiram “amassar” os visitantes impondo um ritmo eletrizante pressionando o adversário na saída de bola e na perda dela, tendo passes verticais através de triangulações e aproveitando os passes em profundidade para Aguero.
E foi exatamente isso que o Manchester City de Guardiola fez durante todo o 1º tempo. Conseguiram “amassar” os visitantes impondo um ritmo eletrizante pressionando o adversário na saída de bola e na perda dela, tendo passes verticais através de triangulações e aproveitando os passes em profundidade para Aguero.
O City logo no começo do 1º tempo já criava um “caos organizado” no seu campo de ataque atrapalhando a saída de bola do Tottenham, uma das virtudes do time de Pochettino que também sentia dificuldades na defesa com as investidas do ataque dos Citizens.
A pressão na saída de bola, aliás, está cada vez mais forte nas ideias dos clubes porque a importância de se errar menos na defesa está sendo muito mais relevante. Um erro na saída de bola custa caro devido a essa pressão constante dos times bloqueando a área do rival.
O Manchester defendia com muita ferocidade e atacava aceleradamente tentando confundir uma das melhores defesas da Premier, que só não foi para o vestiário com um placar desfavorável por causa da ineficiência do City nas finalizações.
A busca durante todo o primeiro tempo era de trocar passes e ficar cada vez menos com a bola, coisa que diferencia esse City em relação ao Barcelona de Guardiola que não se importava com o tempo com a posse.
Isso tudo é porque o futebol mudou e ficou cada vez mais intenso e com menos espaços, sendo assim, os times tentam intensificar a posse de bola ficando menos tempo com ela.
Porém, o que seria o futebol líquido? Um trecho de uma conversa do ex preparador físico do Barcelona, Paco Seirul.lo, pode explicar: Quando um líquido esquenta, as partículas se movem mais e se organizam de uma determinada maneira ou de outra em função de elementos que aparecem nas características desse líquido.
O que Paco quis dizer nessa frase é simplesmente que uma equipe que troca passes e se movimenta intensamente assume formas diferentes durante toda a partida que o adversário se desnorteia e tem dificuldades em acompanhar.
Isso acontece muito com Joachim Löw, técnico da Alemanha, Tuchel, do Borussia Dortmund, Jürgen Klopp, do Liverpool e Antônio Conte, do Chelsea.
E esse conceito vem ganhando cada vez mais espaços, inclusive com Guardiola que quer seu City cada vez mais com fluidez no jogo e o mínimo de erros possíveis beirando à perfeição.
Ou seja, é o futebol trabalhando com mais intensidade os seus treinamentos e a importância física ganhando maior relevância para que os jogadores suportem o nível de exigência do futebol atual para poderem “liquidificar” o jogo.


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