O ânimo dos torcedores não era para menos. Antonio Conté encerrado sua passagem pela seleção italiana onde conseguiu leva-la até como quartas de final da Eurocopa contra a Alemanha e demonstre uma aula de tática com muita organização depois de ser contestada pela sua falta de qualidade individual, especialmente pela ausência de jogadores como Marchisio , Verrati, Giovinco, Montolivo e Pirlo, aposentado da seleção.
Na ocasião, Conte foi visto pelos jornalistas como um técnico pragmático e já imaginava um Chelsea com uma formação com três zagueiros e muito defensivo.
Mas uma ideia, obviamente, não era acertada, uma vez que durante toda a sua carreira o técnico italiano demonstrou ser bastante versátil em relação aos esquemas de jogos. Exemplo de uma versão em português da Eurocopa que acompanha um campo com uma formação adaptada às dificuldades das partidas.
Ou, então, o próprio Chelsea que cometeu os seus jogos em um novo comendo com um 4-1-4-1. Porém, o começo não foi nada fácil e os problemas continuaram com um Chelsea previsível e dependente de Hazard.
O Chelsea era dominado por seus rivais que oferecem poucos tempos eo tempo londrino tinha dificuldades em trocar passes e a deficiência na defesa era absurda.
Mas a situação do Chelsea foi mudando depois que Conte passou a usar um pragmático 3-4-3 no jogo contra Arsenal onde a disputa já foi 3 a 0 para os Gunners.
O esquema, aliás, foi importante para David Luiz, zagueiro contestado por sempre desproteger o sistema defensivo por se lançar demais para o ataque foi contemplado com uma formação de três zagueiros por ter mais liberdade para lançar e aproveitar os seus passes em direção ao ataque do Chelsea.
Função muito usada no futebol que usa os seus zagueiros para fazer uma saída curta dos seus tempos, no entanto, naquela época como equipas marcou por um encaixe (cada um pega o seu), diferentemente do Chelsea de Conte que se defende com uma linha de cinco formando um 5-4-1.

A formação dos cinco zagueiros, inclusive, havia sido sepultada até o final deste século, mas foi renascido nos últimos anos e um dos grandes responsáveis por isso foi Antonio Conte que introduziu o esquema na Juventus, muito mais por necessidade do que preferência, mas que foi muito promissor na equipe italiana e na seleção italiana, com uma boa campanha frente a uma equipe limitada.
O sucesso do esquema do time londrino está sendo tão grande que vem conquistando cada vez mais adeptos do “velho-novo” estilo. Aqui no Brasil, o exemplo maior é o Santos de Dorival Junior que pensa em mudar o esquema da equipe praiana num 5-4-1.
Mas não é apenas o esquema que está dando alegria aos torcedores e resultados à equipe, a recuperação de jogadores como Diego Costa, Hazard e Pedro está contribuindo muito para a campanha de um Chelsea avassalador na liga mais disputada do mundo.
Diego Costa foi duramente criticado durante a era Mourinho, principalmente por muitos considerarem que seu peso estava acima do ideal. Mas com a chegada de Conte e seu rigor na alimentação dos atletas, o centro avante recuperou a boa forma e segue sendo cada vez mais uma máquina de fazer gols.
Já o atacante espanhol, Pedro, chegou ao Chelsea e não tinha demonstrado muito futebol, tanto que havia perdido espaço e Willian era titular absoluto. Hoje, Willian é banco e Pedro vem sendo cada vez mais importante demonstrando oportunismo e boas movimentações pelos lados.
Hazard, o craque do time, também havia passado por uma fase apagada antes de Conte e vivia de críticas constantes sob o comando de José Mourinho. No entanto, após a mudança no comando da equipe, o belga vem demonstrando seu melhor futebol.
Isso tudo porque o técnico italiano percebeu que Hazard fixo por um lado do campo era desperdício de talento, e resolveu “soltar” o atacante para que ele pudesse aparecer por todos os setores do campo e ser um problema para as defesas adversárias, tanto que é o jogador que mais dribla na Premier League.
Tudo isso só está colaborando para que o Chelsea venha crescendo com uma defesa sólida e um ataque eficiente graças ao seu técnico que soube ser cauteloso quando precisava e chegar num grau de compatibilidade com seus comandados em relação às suas ideias
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